Moleskine

Moleskine: o caderno que resistiu ao digital

Moleskine: mais do que cadernos de viagem, um símbolo de estatuto

Há poucas décadas, ter uma agenda Moleskine dizia muito sobre uma pessoa. Quem a usava transmitia não só grande capacidade de organização, como gosto por qualidade e um certo cuidado com o detalhe. Foi antes dos smartphones existirem, antes de toda a gente ter um computador portátil e uma agenda digital sincronizada em três dispositivos ao mesmo tempo.

Nessa altura, a capa preta com o elástico a fechar era reconhecida à distância. Estava nas mãos de consultores, escritores, arquitetos e artistas. Era funcional, distinta e resistente.

Uma história mais antiga do que se pensa

A verdade é que o caderno Moleskine, como o conhecemos hoje, é a continuação de uma tradição mais antiga. Segundo a própria marca, é o herdeiro direto de um caderno usado durante quase dois séculos por artistas e pensadores, entre eles Vincent van Gogh, Pablo Picasso e Ernest Hemingway (que usaram cadernos semelhantes, não a marca Moleskine em si, que só nasceria décadas mais tarde). Mas as palavras que deixaram sobre os seus próprios cadernos ajudam a explicar porque é que esse objeto tinha tanto peso simbólico.

Van Gogh, por exemplo, escreveu ao irmão Theo sobre o papel que o seu caderno de esboços tinha no seu processo criativo:”

“O meu caderno de esboços mostra que tento capturar as coisas ’em ação’.”

— Vincent van Gogh, em carta a Theo van Gogh, 1882

Picasso demonstrou um apego especial. Num dos seus cadernos de 1907, ligado à criação de “Les Demoiselles d’Avignon”, escreveu uma frase que resume bem essa fusão entre artista e objeto:

“Je suis le cahier.” (“Eu sou o caderno.”)

— Pablo Picasso, inscrição num caderno de esboços, 1907

E Hemingway, décadas mais tarde, descreveu em “A Moveable Feast” a relação quase física que tinha com as ferramentas com que escrevia nos cafés de Paris:

“Eu pertenço a este caderno e a este lápis.”

— Ernest Hemingway, em “A Moveable Feast”

A história tem um capítulo particularmente curioso, contado pelo célebre escritor de viagens Bruce Chatwin no seu livro “The Songlines”. O fabricante original destes cadernos, uma pequena empresa familiar sediada em Tours, na França, fechou portas em 1986. Chatwin ficou de tal forma afetado que correu a comprar todos os cadernos que conseguiu encontrar antes de partir para a Austrália, mas nem assim foi suficiente. Ficou célebre a frase que atribuiu ao dono da papelaria onde os comprava: “le vrai moleskine n’est plus”, ou seja, o verdadeiro moleskine já não existe.

A história podia ter ficado por aqui. Mas em 1997, a empresa que hoje conhecemos como Moleskine trouxe o caderno de volta à vida, mantendo o espírito do original: capa dura, elástico e bolso interior, com aquele formato que cabe numa mala ou numa mochila sem ocupar espaço a mais.

Porque continua relevante numa era de ecrãs

A pergunta óbvia é: como é que um caderno de papel sobreviveu ao advento do digital? E a resposta está na experiência que oferece e que nenhum ecrã consegue replicar por completo.

Escrever à mão continua a ter um valor próprio. Ajuda a organizar o pensamento, obriga a decidir o que é realmente importante anotar e cria um registo físico que não desaparece com uma atualização de sistema ou uma bateria descarregada.

A qualidade dos materiais também conta. O papel, a encadernação, o acabamento das capas. Tudo isto transmite durabilidade num mundo onde a maioria dos objetos é pensada para ser substituída em pouco tempo.

E há ainda o fator emocional. Uma Moleskine é um objeto que se guarda, que acompanha viagens e projetos, e que muitas vezes se torna parte da identidade de quem o usa, para além de ser uma ferramenta de trabalho. Essa combinação entre função e significado é, provavelmente, a razão pela qual a marca continua a ser reconhecida como sinónimo de qualidade e bom gosto décadas depois de ter nascido.

Uma marca especial como brinde corporativo

É exatamente esta carga simbólica que torna a gama Moleskine tão interessante como brinde empresarial. Oferecer um objeto com este historial é continuar a transmitir uma pequena parte de uma tradição de quase dois séculos.

Na Effect, essa tradição está disponível em três variedades de produtos muito especiais:

  • As Agendas, Blocos de Notas e Cadernos de Desenho são a escolha mais indicada para pessoas que privilegiam a escrita ou desenho à mão. Com papel de alta gramagem e capas resistentes, continuam a ser um dos itens mais valorizados em contexto profissional.
  • Os conjuntos de escrita inteligente juntam o melhor dos dois mundos de uma forma ainda mais direta. O bloco de notas clássico Moleskine traz uma caneta com carregador magnético e recarga, e a app Moleskine Notes, que digitaliza automaticamente tudo o que é escrito à mão. É a prova de que um brinde atual se pode manter fiel à tradição da marca.
  • As Mochilas respondem a um público mais urbano e prático, que valoriza o design para o dia a dia, entre reuniões, viagens de trabalho e deslocações. É uma forma de a marca acompanhar literalmente o destinatário.

Um brinde com tradição que continua a fazer sentido

A Moleskine provou que a qualidade consegue resistir e adaptar-se a todas as mudanças. Continua a aposta em objetos que as pessoas gostam de receber, usar e guardar, precisamente porque combina utilidade com significado.

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